quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Os Sonhos




De repente acordo e vejo bem perto

De mim, colado quase ao meu, desnudo,

Também, cansado, inerte no veludo,

O corpo dela, sem censura, aberto

O coração, de sentimento incerto,

Às vezes, mesmo, indiferente a tudo.

De tanto vê-la assim me desiludo

E me entristeço sempre que desperto.

Sem esperança de acordar com ela,

Eu fico preso ao meu amor constante

E paro, e penso e sinto, num instante,

Quando ela dorme, assim, imóvel, bela:

...Eu dos seus sonhos estou tão distante,

Que nem parece que estou junto dela.


João Pessoa, 1981

Abdias Sá

Um comentário:

Amity disse...

que lindo Bru!

amei a foto também, roubei :D