segunda-feira, 1 de dezembro de 2008








Penso nela como possuindo uma capacidade especial.
Quando entorpecida pela dor de sua doença assistia ao desenrolar do filme de sua vida.
Isto sua doença lhe dava: o distanciamento.
Penso nela como um daqueles tipos de mulheres que não teme a solidão das tardes de domingo ou o vazio que toma as cidades,de assalto,na madrugada.Apenas dos problemas.A vida só seria um susto se fosse uma queda breve.Porque se a vida fosse uma queda sem fim,podia-se dormir,amar,fazer planos;podia-se até mesmo ter esperanças e,ainda assim,continuar caindo.
Helena Gold

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