quarta-feira, 25 de março de 2009

Enquanto bebo um copo de café...



Enquanto bebo um copo de café repasso os poemas que escrevi
Quanta confusão! Quantas palavras perdidas!
Sob que impulso lancei meu peito minhas descomposturas
em busca desse mar que não é claro nem habitável?
Se eu disse solidão árvore ou lodo
foram palavras imprecisas para estender meus braços
para dar a volta ao relógio e mostrar sua nudez
e seus caminhos
Tomei consciência de minhas obrigações
e quis dar aos homens nada mais que um relâmpago

Debaixo de uma imagem agora durmo
agora duplico-a e agora eu sublinho

Amanhã despertarei num mundo novo
Oscar Oliva
*Tradução de Antonio Miranda

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