sexta-feira, 17 de abril de 2009




"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é


mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma


terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que


fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E


voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca


tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é


que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta


e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por


mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."


C.L.



(...)

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