sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O ser poeta

“_Não, eu não compreendo nada_respondeu ela com decisão, disposta a conservar sua incompreensão intata. _Nada. E o que eu compreendo ainda menos que tudo_continuou em outro tom_ é por que você não toma “soma” (soma é um comprimido para esquecer as mazelas) quando tem essas idéias horríveis. Você as esqueceria completamente. E, em vez de se sentir infeliz, ficaria alegre”*.

“Não sou alegre nem triste: sou poeta.” (Cecília Meireles)

"É disso que falo quando falo tanto em minhas dores. Claro que quero saná-las, mas mais do que isso, quero estar e ser livre para ficar triste e escrever sobre dor, ficar alegre e escrever sobre o amor, vice-versa ou ser simplesmente poeta e sendo poeta ter a liberdade de não escrever nada." (Magali Polida)



P.s: Ser poeta não é ter um cargo público.


Página 128, do livro Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley.

2 comentários:

Efeito Caos disse...

Nietzsche costumava dizer que só se era filósofo quando se permanecia em silêncio. Às vezes penso que serve o mesmo para o poeta.

E se fosse um cargo público seria o mais angustiante e inglório.

Magali Polida de Lascada Silva disse...

concordo. é preciso ouvir o silêncio.