sexta-feira, 15 de abril de 2011

21 MIL SENTIDOS

De: Júlio Siqueira

E então, que quereis?...


Se sou redemoinho és estático e sem ar,
se sou água és deserto,
se sou nuvem és céu azul cinza,
se sou poeta és a página vazia...


E então, que quereis?...


se atravesso os descampados, foges pelo mar,
se corro nas rodovias ensurdecedores, vais de bicicletas pelas trilhas imperfeitas,
se mergulho em Grutas oníricas, sentas sobre a rocha na ponta das montanhas íntimas...


E então, que quereis?...


se morro, renasce,
se sobrevivo estais prestar a desfalecer,
se assola-me a febre, em ti abraça-te o calor do sol das manhãs,
se naufrago, te atolas,


E então, que quereis?...


Se dialogo, gritas
se grito silencia com passos distantes,
se distancio torna-te frio,
se esfrio, afunda no esquecimento,
se permaneço quem eu sou, nao mudas,
se por alguns instantes convergimos
foi como linhas se cruzando
antes de se tornarem imaginárias
na memória volúvel do tempo.











POEMAS PARA O LIVRO
“ONÍRICO PERCURSO POR DENTRO DO MOVIMENTO” de Júlio Siqueira

Um comentário:

Emoções disse...

Poetas

Poetas são flores,
Que com o tempo começam a desbrotar,
As pétalas são o pensamento,
Que ao longo vai recitar.


Poetas são estrelas a Brilhar,
As suas luzes vêem do céu,
Que com um toque de magia,
Começam a se esnpirar.

Poetas são águas,
Que vão ao rio a descer,
Vão levando as tristezas,
Que deixaram de viver.